segunda-feira, 29 de junho de 2015

Intertextualidade – Descoberta Moderna de Merda Nenhuma!

Muito se fala em intertextualidade como se fosse a descoberta do milênio! E cria-se até matérias para estudar a intertextualidade, como a Literatura Comparada. Pelo amor de Satã! Será que ninguém percebeu que não há literatura sem intertextualidade, pois um texto grandioso carrega consigo estigmas da literatura, da arte que o antecede. Pode-se em obras de autores consagrados respostas às obras de outros autores, às ideias de outros; e, talvez, até um “plágio de homenagem” – comum na literatura, por mais que os acadêmicos cristãos e humanizados – que não leem livros, só análises – digam o oposto. Só para constar, o que chamo de “plágio de homenagem” é quando um autor traz à sua obra uma ideia de outro, pois quer desenvolvê-la também… como amigos que conversam sobre o mesmo assunto.
Enfim, os doutores e professores dessa nova safra ­– de quem a praga dos estudos imbecil consumiu o cérebro, pois, ao contrário do que se pensa, nem todo conhecimento é válido – estão com os olhos brilhando com a descoberta da intertextualidade… sendo que ela sempre existiu e é onipresente na literatura (não nos textos sociais). Regra geral: todo autor digno de ser dito literário foi inspirado por um conjunto de autores… e essa inspiração, essa aquarela de inspirações não somente aparece em sua arte, como também deve aparecer. Um artista é visão de vários artistas, além de sua própria: a arte é uma só, tapeçaria que todos os grandes tecem. Os menores, os vermes da terra, pisam em cima do chão alfombrado, baixam as calças e cagam sobre, imaginando descobrir um mundo novo assim.

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