sábado, 15 de outubro de 2011

Democracia a quem Merece – A Precisa Solução

            Em outro texto (“Voto Nulo: O Senão da Democracia”), expus os defeitos da democracia (pois, está longe de ser um sistema político perfeito), sem discorrer sobre uma possível saída para tais incoerências (digo “possível”, em razão de não querer impor minha opinião como única verdadeira – sou democrático, hehe). Aqui, retifico meu erro. Relembrando o que foi dito, em minha concepção a democracia é falha, pois o povo não está apto a escolher o que é melhor para si, por não se instruir, desconhecendo as reais condições em que se encontra e, portanto, o que lhe é cabível. Muitas pessoas ainda vivem no “Mundo de Aparências” (conforme disse Platão), e não têm o discernimento necessário para opinar em algo tão decisivo. Afinal, muitos que nem sabem como cuidar de sua casa, nem dos filhos, que não estudam ou aprimoram-se, tampouco analisam os problemas sociais e as reais possibilidades, querem opinar quanto ao futuro do Estado (piada, né?). Enfim, estou ciente da contradição no título (“Democracia Seletiva”), visto que um sistema, para ser chamado de democrático, não pode ser elitista ou excluir certa parte da população. Mas, como estamos falando em melhorias – e não em falácias –, independe se o povo participa ou não de tais, o que importa é o resultado. “Os fins justificam os meios”. Claro que não estou afirmando que consideremos a monarquia, o socialismo, o comunismo e outros sistemas com os quais não simpatizo nem um pouco, e que não saíamos por ai fazendo barbáries. Só digo que deveríamos eximir dessa responsabilidade a parte da população inapta a decidir governo. E como fazer isso?
            Assim como sugeri no texto anterior que acho importante os candidatos políticos terem alguma formação (para evitar que palhaços entrem no governo), creio que o seria certo um método que avaliasse o nível de instrução e o ideário de cada eleitor (uma prova, por exemplo), formando assim um eleitorado forte, o que obrigaria aos políticos a elevar seu nível de campanha, apresentando propostas mais elaboradas e efetivas. Boa parte das opiniões não fará falta alguma, em vista da sua falta de consistência (cruel não sou eu, mas sim as circunstâncias). Pois, se para trabalhar numa empresa, é necessária aprovação, por que quando é preciso decidir o futuro, incubem a qualquer um? Se fizéssemos uma “democracia seletiva” (sei que o nome é ridículo – fi-lo propositalmente assim) estaríamos ao caminho de um mundo perfeito (que lindo!), se não houvesse a contradição: “Sempre haverá guerra na paz”. Ou, “queres, paz, prepara-te para guerra”. É uma luta eterna, mas não podemos esmorecer, senão morremos em vida. Logicamente, bem conheço os possíveis senões de minha ideia, já que teremos que selecionar quem selecionará os eleitores, isso irá render certas complicações. Se escolhermos mal quem irá selecionar o eleitorado, poremos a perder todo o plano, descambando para as ruínas nossos bons intentos. Claro, é necessário uma minuciosamente seleção, muito mais trabalhosa do que a avaliação dos eleitores, mas valerá a pena. Outro problema é que muitos eleitorado (senão todos) podem queres se eximir da participação, visto que não mais será obrigatória. Mas, isso é já um problema enraizado culturalmente. Se intensificarmos o ensino e os valores humanos, se tivermos maior envolvimento com a arte e a cultura, se passarmos a entender o que ocorre fora da “casca de noz” onde estão alojados nossos pensamentos, isso será. É preciso que povo instrua-se e busque ética antes de querer cuidar de si mesmo.

2 comentários:

  1. É, com esse povinho que nós temos, tá brabo!!!
    Ótimo texto!
    Abraços

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  2. O problema é que falta interesse das pessoas em querer olhar para os lados. Pior que sem a democracia, não sei como melhorar as coisa.
    Gostei do blog

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