quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Voto Nulo: O Senão da Democracia


Não é difícil encontrar, em nosso país e noutros democráticos, pessoas que afirmam ser este o mais justo sistema governamental e, por conseguinte, o mais adequado ao progresso de uma nação, visto que é concedido a todos os cidadãos, que estejam em devidas condições para tal (segundo os critérios do governo), o direito de escolher quem formulará suas leis e prerrogativas. De fato, é um ótimo sistema, em teoria, pois, na prática, pouco se mostra eficiente aos fins que lhe cabem. A comprovação disso está na grande quantidade de “políticos” fajutos, desprovidos das capacidades que a função exige, que conseguiram eleger-se, fazendo de nossa constituição uma odiosa piada, exposta a todos os países, cujos governantes, além de rirem muito, aproveitam-se ao máximo de tamanha vulnerabilidade.
Cenário eleitoral ou um picadeiro repleto de saltimbancos, como vários pensadores já afirmaram? Uma eleição formada de palhaços vestidos de deputados ou o inverso? Para quem liga a TV em horário político (o que é raro, já que não é tão interessante ao público brasileiro informar-se do que ocorre à sua volta quanto ver novela ou Big Brother), o que sua percepção registra é a mais abjeta decadência: candidatos fazendo piadas e piruetas de mau gosto, debochando dos preceitos os quais pretendem desenvolver, vestidos inadequadamente para se apresentar em qualquer ocasião social, mulheres em trajes apelativos para barganhar o carisma de marmanjos, todos sem formação que justifique o motivo de estarem ali pedindo voto. Muitas vezes, nem estudo possuem, beirando o completo analfabetismo.
O pior de tudo é que muitos eleitores acham graça disso, e nulificam seu voto, dando seu “aval” a tais palhaçadas. Aliás, se realmente nulificassem o seu voto, não seria de todo mal, visto que os votos nulos não vão a nenhum candidato. Se não ajudam a melhorar as coisas, que, pelo menos, não as piorem. A qualquer pessoa de boa racionalidade, torna-se revoltante essa falta de bom senso. Depois, os jornais querem dizer que tais indivíduos estão fazendo alguma coisa, que já superaram as más expectativas com um ou dois projetinhos, como é o caso do Tiririca. Facílimo desmantelar tal perspectiva: é só comparar as propostas deste palhaço com as de um legítimo deputado (refiro-me àqueles que não se venderam, os que são incorruptíveis – se é que existe essa espécie), para percebermos o grande desnível.
Se é obrigatório ter faculdade para administrar uma empresa, por que não é necessário mais do que saber ler e escrever (pessimamente) para administrar o país? No mínimo das hipóteses, o candidato deveria ser formado em um curso específico para tal função. Assim como, o povo deveria ser mais instruído para não se deixar ludibriar por esses farsantes, conseguindo discernir o que lhe é ideal e elevando, por conseguinte, o nível dos candidatos, que voltariam a disputar da maneira que se deve: por excelência, sem apelar a grotescos recursos. Daí, quem sabe, poderemos assegurar a eficácia da democracia.        
        
(Fonte das imagens: http://focossocial.blogspot.com/)

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